Numa progressão harmônica, utiliza-se efeitos que são resultados de combinações funcionais de acordes com sentido conclusivo ou suspensivo. A esse resultado dá-se o nome de Cadência.
Existem Cadências de menor e maior conclusividade, ou seja, de efeitos de conclusão de força maior ou menor, sendo que essa força depende da sua definição tonal. É necessário ter no mínimo uma cadência de dois acordes para definir a tonalidade de uma progressão harmônica.
Veja este exemplo:
Am | G7 | C ||
Analisando a formação dos três acordes você encontrará nada mais, nada menos que “todas” as notas da escala de Dó Maior. Os acordes têm funções diferentes, mas ao passar por esta análise, a tonalidade desta progressão harmônica será definida.
A seguir mostraremos 5 tipos diferentes de Cadência:
Cadência Perfeita é a de resolução mais forte estruturada pelas funções Dominante seguida pela Tônica, ou seja, os graus V e I. A Cadência Perfeita é essencialmente final. Geralmente, antes dessas duas funções aparece um acorde de Subdominante (IV ou II grau). Quando isso ocorre a Cadência Perfeita é chamada de “autêntica”
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Ex.: V7 I IV V7 I
G7 C F G7 C
Cadência Imperfeita é quando um ou ambos os acordes da Cadência Perfeita (V e I) estão invertidos ou ainda no caso de VII - I , e o peso de resolução desta, é bem menor e mais discreto que no caso da Perfeita.
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Ex.: V7 I /1ª inv. V V / 1ª inv. I
G7 C/E G G/B C
Cadência Plagal é também uma cadência conclusiva, porém de uma forma menos acentuada. Têm como integrantes os graus IV e I (Subdominante e Tônica) estando ou não, invertidos.
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Ex.: IV7M I / 1ª inv. IIm I IVm I
F7M C/E Dm C Fm C
Meia Cadência se caracteriza quando a resolução é na Dominante.
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Ex.: IIm V VIm7 V7 VIm7 II7 V
Dm G Am7 G7 Am7 D7 G
Cadência Deceptiva é quando o V grau vem seguido por qualquer grau que não seja o I. Esta cadência não é conclusiva e pode ser Diatônica ou Modulante. Confira os exemplos:
– Cadência Deceptiva Diatônica
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Ex.: V7 IIIm V VIm7 V IV7M
G7 Em G Am7 G F7M
– Cadência Deceptiva Modulante
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Ex.: IV V7 bVI7 I (nova tonalidade)
F G Ab7 Db
Neste caso a Cadência Deceptiva Modulante foi seguida do quinto grau de uma nova tonalidade que a música passou a ter (Db)
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Ex.: IIm V I (nova tonalidade)
Dm G E
Neste outro caso a Cadência Deceptiva Modulante foi seguida direto do I grau da nova tonalidade.
Jonatas Terceiro – Músico, Arranjador e Diretor da Editora Primórdios - SP
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