Outros Ventos – Música

Informação de músico, para músicos!

CARTEIRA DA OMB: COMPENSA? É OBRIGATÓRIO?

Para quem não conhece, a OMB (Ordem dos Músicos do Brasil) é o órgão que fornece o documento (carteirinha profissional) que oferece ao músico a oportunidade para lecionar, fazer shows, compor, enfim, vender o seu trabalho no meio musical. Mas, ela realmente é necessária? Vamos descobrir isso através de questões que sempre são abordadas e respostas imparciais que prezam o senso crítico da questão.

Vamos primeiro dar um conceito a essa carteirinha. Por que é necessário ter uma carteirinha profissional?
A carteira profissional serve como prova de que o músico em questão é apto para prestar qualquer serviço que a sua profissão fornece, bastando ele decidir por qual caminho seguir dentro do seu segmento. Agora vamos saber o grau de importância dessa carteira profissional. Qualquer profissão tem uma carteira profissional para oferecer a pessoa?

Não! As carteiras profissionais apenas existem para aqueles profissionais cuja profissão oferece risco a pessoas, independente quais sejam eles. Exemplo: Advogado (risco em destruir a vida de alguém), Engenheiro (risco em provocar danos físicos em alguém), Médico (risco de provocar uma morte), e assim por diante. Outras profissões como: Mercadólogos, Publicitários, Jornalistas, Administradores, entre outros, não oferecem tais riscos, sendo assim, não havendo a necessidade da obtenção de uma carteirinha e bastando apenas o diploma ou histórico da faculdade que se formou.

Saberemos então onde a OMB entra nisso. Mas se carteirinha é para profissões que oferece apenas riscos, por que existe a OMB? Acho que as respostas acima dão para ter uma idéia se realmente é necessária a existência da OMB. Quando falamos de música falamos de arte, algo que sim é para ser considerada uma profissão, mas que não atinge e não oferece risco algum para pessoa nenhuma. Mas aí entraremos em outra questão que está logo abaixo.

E os músicos profissionais, que vivem disso? Na música existe o mundo business (arte e negócios) e o mundo livre (arte da forma que quiser), onde em um você trabalha por dinheiro, para uma empresa, e independente do que se trata você apenas quer o seu dinheiro justo de acordo com o serviço que você prestou. Já no mundo livre, você faz a arte do modo que quiser, dando a expressão e o sentimento que você sempre quis demonstrar sem se preocupar se vai render dinheiro ou não, afinal, a arte é livre.

De forma resumida, se quer fazer da música uma arte onde esses dois lados sejam valorizados, primeiramente não se deve exigir absolutamente nada desses que nascem com a arte dentro de si e que conseguem demonstrar com certa facilidade, obtendo resultados impecáveis. Segundo que se quer exigir algo de uma pessoa que deseja ser um profissional, que exija um diploma no máximo. Nesse caso sendo bem extremista visto que em empresas de outras profissões ta cheio de profissionais que nem diploma possui, mas que a competência é maior do que muito formado por aí. Mas esse é um tema que daria para outro artigo.

O fato é que não é uma carteirinha de músico que vai mostrar se a pessoa é competente ou não da profissão que exerce. Carteirinha que por sinal não valoriza em nada o músico. Tanto não valoriza que no estado de São Paulo essa carteirinha não é mais exigida para músicos que tocam independente se é um bar ou se é uma casa de show, e isso será expandido em todo território nacional. Quem quiser saber mais sobre a não utilização da OMB no estado de São Paulo é só entrar em contato, pois possuo provas suficientes de que no estado de São Paulo não precisa mais ter OMB para realização de shows.

Se quiser aplicar uma carteirinha, que seja somente nos professores de música, onde em uma suposta prova para obtenção da carteira as perguntas devem ter relação com música e com pedagogia, pois são os principais itens para a qualificação de um professor. Digo em ter uma carteirinha de professor de música, pois nesse caso ele estará influenciando diretamente no aprendizado de uma pessoa, uma carteirinha inclusive que todo professor de qualquer matéria devia ter. E se for aplicar carteirinha neles, que essa carteirinha tenha utilidade, traga benefícios ao professor de música, faça valer apena o pagamento da carteira, pois se não for assim, é melhor deixar do jeito que está, ou seja, uma verdadeira bagunça e desrespeito.

No mais, se a pessoa quer apenas tocar e expressar o que sente dentro de uma canção, a carteirinha de música não tem significado algum, pois não existe isso de ter carteirinha para fazer o que é considerado uma arte.

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Henrique Regiani é professor particular de contrabaixo e violão, além de contrabaixista do cantor Leandro Baldissera.
Postado em Carreira |

8 Comentários em Carteira da OMB: compensa? É obrigatório?

  1. Luiz Henrique's Gravatar Luiz Henrique
    20 de abril de 2011 at 15:05 | Permalink

    Ok… Então deixa eu ver se eu entendi. No meu caso, que sempre gostei de compor, em vários estilos musicais… Eu não preciso da carteira… Nem pra continuar a compor… E nem pra lançar minhar músicas… É isso? Eu não canto, nem toco… Mas crio letras pra forró, pagode, rap… E até mesmo o ritmo, a batida da canção eu invento… Mas sou apenas compositor. Eu queria na verdade era saber quanto eu realmente devo ganhar, por cada música que eu dou pra uma banda cantar? Existe uma tabela, uma regra… Algo que faça garantir meus direitos sobre as minhas letras musicais…?

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  2. LUCCIOTTUIICCI's Gravatar LUCCIOTTUIICCI
    21 de abril de 2011 at 15:53 | Permalink

    boa tarde… moro no interior de sp… ja tivemos varias ameaças, inclusive semana passasa de um delegado da o.m.b quem anda vindo durante a semana negociar até c um grupo de fundo de quintal… e ele mandou um recadinho pra todos musicos q vai barrar todos shows por aqui… tenho a nota de microempreendedor na categoria de musico… serve? ja q pago direitos pra trabalhar como musico e ainda pago inss..? abraço

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  3. LUCCIOTTUIICCI's Gravatar LUCCIOTTUIICCI
    25 de abril de 2011 at 13:15 | Permalink

    obrigado pela força amigo.. grande abraço

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  4. Jully Nascimento's Gravatar Jully Nascimento
    3 de maio de 2011 at 01:30 | Permalink

    Henrique Regiani,

    minha pergunta é um pouco diferente.
    Estou entrando no mundo da música, mas quero legalizar as nossas idéias.
    Estou pesquisando sobre o registro da banda, mas tenho dúvida se o inpi me obriga a ter a carteira da OMB para tal…

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  5. miguel's Gravatar miguel
    21 de dezembro de 2011 at 20:11 | Permalink

    POR FAVOR!
    NÃO IGNOREM MINHA HUMILDE SABEDORIA!
    Ano que vem faço 25 anos de inscrição
    E nunca tive um apoio de OMB,nas vezes que procurei só porta na cara!
    De lá pra cá a mídia só apoia DJS
    E a ordem nada fez para nos apoiar
    Que espaço reservou na mídia valorizando o músico? Estou falando da grande ‘massa falida! aquela que os fiscais regionais perseguem em churrascarias boates e outros tantos , ‘não dos artistas. Vamos deixar bem claro, no brasil, ARTISTA é tratado como tal, músico é operário, porque não saíram em nossa defesa contra essa invasão de DJS, forçando assim criarem uma ORDEM para eles; afinal tiraram milhões de músicos da ativa rodando som de terceiros e não pagam nada pra ninguém, e de quebra baixam tudo de graça da internet não pagando nada para os artistas, isso é PIRATARIA! E ai!! até quando vão ficar fazendo a gente de idiotas . Porque não falam disso nas palestras tentando nos convencer que a ordem é legal?
    Porque não falam a verdade que estão tentam explorar ainda mais uma classe sonhadora já tão machucada pelo descaso, e pelo tempo…
    E triste ver artistas dando depoimentos como o Magal e outros tantos, que sabem da verdade mais se deixam levar pela força da mídia e praticamente se vendem, até porque não precisam
    como nós, POBRES GUERREIROS DESSA TERRA AMADA IDOLATRADA SALVE! SALVE!
    BRASIL .

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