<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Outros Ventos - Música &#187; Curiosidades</title>
	<atom:link href="http://www.outrosventos.com.br/portal/category/curiosidades/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.outrosventos.com.br/portal</link>
	<description>Sua comunidade musical na internet!</description>
	<lastBuildDate>Wed, 09 Jun 2010 04:18:25 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Euphonium, barítono, ou&#8230; bombardino?</title>
		<link>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/euphonium-baritono-ou-bombardino.html</link>
		<comments>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/euphonium-baritono-ou-bombardino.html#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 02:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Davi Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Instrumentos Musicais]]></category>
		<category><![CDATA[baixo]]></category>
		<category><![CDATA[barítono]]></category>
		<category><![CDATA[bombardino]]></category>
		<category><![CDATA[euphonium]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.outrosventos.com.br/portal/?p=379</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Quando eu estava no ensino médio (antigo colegial), meus pais decidiram comprar um novo instrumento para mim no lugar do modelo que eu estava utilizando. O vendedor da loja de música me mostrou um &#8220;barítono&#8221; King, top de linha de três válvulas/pistos. O vendedor disse que era um excelente instrumento, mas se eu fosse um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p style="text-align: left;"><strong></strong>&#8220;Quando eu estava no ensino médio (antigo colegial), meus pais decidiram comprar um novo instrumento para mim no lugar do modelo que eu estava utilizando. O vendedor da loja de música me mostrou um &#8220;barítono&#8221; King, top de linha de três válvulas/pistos. O vendedor disse que era um excelente instrumento, mas se eu fosse um grande músico, eu deveria gastar mais USD 80. Pelo dinheiro extra que eu gastaria eu não iria obter um mero barítono, mas um verdadeiro *** E * U * P * H * O * N * I * U * M *. Quando lhe perguntei qual era a diferença, ele explicou: “A diferença é que um barítono tem três válvulas, enquanto um euphonium(¹) tem quatro”. Ele também me disse que um euphonium tem um outro &#8220;calibre&#8221; (diâmetro interno da  tubulação), e soa mais agradável que um barítono. E eu encomendei o instrumento mais caro.</p>
<p style="text-align: left;">Com o passar dos anos, aprendi que a única diferença entre estes dois instrumentos era a válvula extra. O vendedor não estava tentando me enganar, ele estava simplesmente tão confuso como a maioria das pessoas sobre a diferença entre um barítono e um euphonium. Ao longo dos anos, tenho ouvido muitas explicações incorretas sobre esta diferença. Algumas delas são: um euphonium tem quatro válvulas, um barítono três; se ele toca em clave de fá é um euphonium, se ele toca em clave de sol é um barítono; o barítono é um euphonium um pouco menor; o barítono tem a campana apontada para frente, o euphonium aponta para cima; e (atribuído a Robert King): &#8220;Euphonium é um barítono bem tocado.&#8221;</p>
<p style="text-align: left;">Nos E.U.A., se perguntarmos para uma pessoa na rua, ela não saberá o que é um barítono ou euphonium. Isto é em parte devido à falta de exposição dos instrumentos, mas se ele já tivesse visto algum, ela poderia ainda confundir com uma tuba, barítono, saxhorn, ou um euphonium. Além disso, o nome barítono é por vezes confundido com “saxofone barítono” ou a voz de cantor barítono.</p>
<p style="text-align: left;">Tenho consultado dezenas de livros para compreender a diferença entre estes dois instrumentos. Estas fontes incluíram dicionários, enciclopédias, dicionários de música e textos sobre música. Todos concordaram sobre a definição geral desses dois instrumentos, embora nenhum tenha citado nada de específico quanto às medidas delas. Eles concordam no seguinte: um barítono tem um tubo mais fino, e na sua grande parte mais cilíndrico, e uma campana menor se comparado a um euphonium, o qual tem uma boa parte de sua tubulação mais cônica. O som do barítono é mais leve e mais brilhante, enquanto que o euphonium tem um som mais escuro e mais possante. Quatro fontes bem conhecidas têm distinguido como segue:</p>
<div style="text-align: left;">
<table style="border: 1px solid #49a0e0;" border="0" cellspacing="5" cellpadding="0" width="408">
<tbody>
<tr>
<td width="130"><strong>FONTE</strong></td>
<td width="127"><strong>BARÍTONO</strong></td>
<td width="143"><strong>EUPHONIUM</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="130" valign="top">The New Grove Dictionary of Music and Musicians</td>
<td width="127" valign="top">Tubos mais estreitos</td>
<td width="143" valign="top">Tubo mais largo; tom mais envolvente e amplo; bocal    mais fundo; tenor da familia das tubas</td>
</tr>
<tr>
<td width="130" valign="top">International Encyclopedia of Music and Musicians</td>
<td width="127" valign="top">Som e tubos mais estreitos; taça do bocal    semi-cônica; 3 válvulas</td>
<td width="143" valign="top">Som e tubos mais amplos; tubos semi-conicos; bocal    com taça profunda; de 3 a 5 válvulas</td>
</tr>
<tr>
<td width="130" valign="top">New Harvard Dictionary of Music</td>
<td width="127" valign="top">Tubo mais estreito; com a forma de um trompete</td>
<td width="143" valign="top">Tubo mais largo; com a forma de  flugelhorn</td>
</tr>
<tr>
<td width="130" valign="top">New Oxford Companion    to Music</td>
<td width="127" valign="top">Tubo mais estreito</td>
<td width="143" valign="top">Tubo mais largo; chamado de “baritone” nos E.U.A</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p style="text-align: left;">Essas declarações são suficientes para categorizar os instrumentos atualmente no mercado, mas ainda há uma notável confusão entre euphoniums e barítonos.</p>
<p style="text-align: left;">Um euphonium Conn, estilo americano, se encaixa muito bem nas medidas dos outros euphoniums estilo tradicionais, e mesmo assim este instrumento é mais freqüentemente chamado de &#8220;barítono&#8221; do que &#8220;euphonium.&#8221; A linha Conn é bem interessante a esse respeito. Seus vários modelos compartilham todos as mesmas dimensões de tubos, campanas, tamanhos, e formas cônicas, mas a Conn tem listado geralmente como seu modelo mais caro o &#8220;euphonium” e entre seus modelos mais baratos o &#8220;barítono”. Outras companhias americanas têm seguido o mesmo caminho, aparentemente devido à sensação de que o nome &#8220;euphonium&#8221; justifica um custo mais elevado e de melhor qualidade.</p>
<p style="text-align: left;">Um exemplo quase humorístico da confusão de definições foi encontrado no já quase extinto euphonium de campana dupla (foto). Este foi um instrumento com uma válvula extra para enviar o som para a sua campana de maior dimensão ou para uma de menor dimensão, como a de um trombone. A campana menor dava lhe um som mais brilhante, semelhante a de um barítono. Até onde eu saiba, este instrumento nunca foi chamado de “barítono de campana dupla”. O mesmo instrumento sem a campana menor era (e é) freqüentemente chamado de barítono. A incoerência é que a versão de campana dupla era capaz de emitir um som aproximado ao som de um barítono, enquanto que o instrumento com uma só campana, com o de um euphonium.</p>
<p style="text-align: left;">Os instrumentos que possuo são feitos na Inglaterra pela Sterling e são típicos, como muitos outros fabricados da Europa e no Japão. Meu euphonium tem a campana na posição vertical, válvulas laterais, e tubo com calibre interno de 0.592 polegadas (15mm). Este tipo de instrumento é raramente chamado de barítono. Eu também uso um barítono com campana na vertical e válvulas laterais. Este instrumento tem um calibre de 0.522 polegadas (13.3mm) e uma campana ligeiramente maior do que a de um trombone. Ele Possui um som muito mais brilhante do que o meu euphonium. Este tipo de instrumento nunca foi praticamente chamado de euphonium. O tubo do euphonium é quase que inteiramente cônico.</p>
<p style="text-align: left;">O tubo do barítono é muito mais cilíndrico. A natureza do calibre cilíndrico do barítono pode ser demonstrada retirando-se o tubo de afinação e invertendo-o. Ele irá se encaixar perfeitamente no instrumento, mesmo invertido; mas o mesmo não ocorrerá com o euphonium se tentarmos inverter este tudo deafinação.</p>
<p style="text-align: left;">Embora a maioria concorde com os nomes dos meus instrumentos, isto não ocorre com os instrumentos em muitas bandas de escolas públicas nos E.U.A. Eles são semelhantes aos Conns acima mencionados, e geralmente possuem um calibre de 0.560 pol. (14.2mm) e campanas voltadas pra frente, com cerca de 10.5 polegadas (26,7cm) de diâmetro (embora muitos sejam feitos com campanas na vertical também). Mesmo um exame superficial do tubo vai mostrar que está quase que inteiramente cônico. Acredito que este tipo de instrumento foi originalmente concebido para permitir que um único instrumento tocasse músicas para euphonium como para um barítono. Embora as primeiras amostras deste tipo de instrumento &#8220;híbrido&#8221; possuíssem um som quase que centrado entre um euphonium e barítono, o desejo de um som mais suave e cheio, levou os fabricantes a mudarem gradualmente as características do instrumento. A versão moderna tem um som muito próximo ao dos euphoniums europeus e japoneses. Eles têm um som ligeiramente mais brilhante, mas não tão brilhante como um verdadeiro barítono.</p>
<p style="text-align: left;">Além disso, em comparação com os meus próprios instrumentos, o calibre 0.560 pol. é um pouco mais próximo dos 0.592 pol. do que 0.522 pol. de um barítono.<br />
Deixando as dimensões de lado, a minha experiência em tocar as mais variadas marcas deste tipo de instrumento com campana para a frente é que ele soa como um euphonium.  Há um velho ditado (norte-americano, claro) que vai bem de encontro a isso: &#8220;<em>If it looks like a duck and waddles and quacks, then call it a duck.</em>&#8221; (&#8220;Se algo se parece com um pato, anda como um pato e faz “quack”, então o chame de pato&#8221;). Este tipo de instrumento com campana para frente, certamente deve ser chamado de euphonium. Todas as definições que encontrei iram apoiar este título, baseado nas características que estes instrumentos possuem. O fato de eles serem ligeiramente menores em calibre e som diferentes dos comumente encontrados na Europa e no Japão, certamente não deve desqualificá-los do título &#8220;euphonium.&#8221;<br />
Vejam as fotos e comparem o barítono, o euphonium tradicional e um  euphonium americano moderno.
</p>
<p style="text-align: left;">Veja o trombone atual. A maioria dos músicos sinfônicos utilizam trombones com grande calibre (cerca de 0.547 polegadas – 13.9mm) e grandes campanas. No entanto, muitos trombones são feitos com calibres no intervalo de 0.500 a 0.515 polegada (12.7mm a 13.1mm) e com campanas menores. Eles soam um pouco menos intensos e mais brilhantes do que os seus irmãos maiores, mas mesmo assim eles ainda são chamados trombones.</p>
<p style="text-align: left;">Editoras de músicas partilham da mesma confusão. Como músico profissional, toco uma grande quantidade de músicas todo ano. Roughly 80% of the music I played was marked &#8220;baritone,&#8221; and yet about 1% of it was actually intended to be played on a true baritone. Cerca de 80% das músicas que toquei estavam assinaladas como sendo para &#8220;barítono&#8221;, e somente cerca de 1% destas obras eram realmente para barítono.</p>
<p style="text-align: left;">Embora possa parecer mais desagradável ter de dizer &#8220;euphonium&#8221;, em vez de &#8220;barítono&#8221;, vamos ajudar aos outros a adquirirem o hábito de usarem o nome correto para esses instrumentos. É tempo de acabar com a essa confusão.”</p>
<p style="text-align: left;">NT: (¹) Foi preservada a escrita do nome do instrumento no original (euphonium), contudo, pode ser encontradas versões como eufônio ou eufonium.<br />
No Brasil, para complicar ainda mais a situação, há o “bombardino”, provindo do diminutivo de “bombardão” (military bombardon), o qual, tecnicamente falando, seria o tenor da família dos saxhorns. Há pelo menos cinco tamanhos de saxhorns(do mais agudo ao mais grave): o saxhorn sopranino em Mi bemol, o saxhorn soprano em Si bemol, o saxhorn alto em Mi bemol, a saxhorn tenor em Si bemol (também conhecido por <strong>barítono</strong> ou <strong>bombardino</strong>), e o saxhorn  baixo em Mi bemol (também conhecida por <strong>bombardão</strong> ou tuba). A similaridade do nome com o saxofone  é devido ao inventor ser o mesmo (Adophe Sax)
</p>
<p style="text-align: left;">(Conforme texto original: “Euphonium, Baritone or ???” em  www.dwerden.com/eu-articles-bareuph.cfm)<strong></strong></p>
<p style="text-align: left;">Artigo de David Warden. Traduzido e adaptado para o português por Orivaldo Hosti.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>David Werden</strong> é graduado na Universidade de Iowa e foi solista de euphonium na United States Coast Guard Band (Banda da Guarda Costeira dos EUA) por mais de 20 anos. Atualmente vive em Minnesota e leciona tuba e euphonium na Universidade de Minnesota nos EUA.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Orivaldo Hosti</strong> é flautista e saxofonista, cursou música na  Faculdade Teológica Batista de São Paulo.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><img src="http://www.outrosventos.com.br/imagens/clip_image002.jpg" alt="" width="240" height="360" /><br />
Euphonium Conn com duas campanas
</p>
<p style="text-align: left;"><img src="http://www.outrosventos.com.br/imagens/clip_image004.jpg" alt="" width="181" height="360" /><img src="http://www.outrosventos.com.br/imagens/clip_image006.jpg" alt="" width="215" height="360" /></p>
<p style="text-align: left;">Barítono Euphonium/Eufonio/Eufonium</p>
<p style="text-align: left;"><img src="http://www.outrosventos.com.br/imagens/clip_image008.jpg" alt="Imagem" width="404" /><br />
Modelo de um Euphonium americano moderno</p>
</div><!-- fim mwordstext -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/euphonium-baritono-ou-bombardino.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Origem do acordeon</title>
		<link>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/origem-do-acordeon.html</link>
		<comments>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/origem-do-acordeon.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 03:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Davi Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[História da Música]]></category>
		<category><![CDATA[Instrumentos Musicais]]></category>
		<category><![CDATA[acordeão]]></category>
		<category><![CDATA[acordeon]]></category>
		<category><![CDATA[sanfona]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://outrosventos.com.br/portal/?p=207</guid>
		<description><![CDATA[
Também conhecido como acordeão ou sanfona este instrumento, tem suas origens na China iniciadas por um outro instrumento denominado “CHENG” há 2700 anos a.C.  Era uma espécie de órgão portátil tocado pelo sopro da boca. Tinha a forma de uma ave, o Fênix, que os chineses consideravam o imperador das aves. 
O Cheng era dividido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Também conhecido como <strong>acordeão</strong> ou <strong>sanfona</strong> este instrumento, tem suas origens na China iniciadas por um outro instrumento denominado “CHENG” há 2700 anos a.C.  Era uma espécie de órgão portátil tocado pelo sopro da boca.<span> </span>Tinha a forma de uma ave, o Fênix,<span> </span>que os chineses consideravam o imperador das aves. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Cheng era dividido em 3 partes :</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"><span> </span><strong>1º</strong> &#8211; Recipiente de ar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"><span> </span><strong>2º</strong> &#8211; Canudo de sopro</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"><span> </span><strong>3º</strong> &#8211; Tubos de bambu</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O recipiente de ar parecia com o bojo de um bule de chá. O canudo de sopro tinha a forma de um bico de bule ou do pescoço de um cisne. A quantidade dos tubos de bambu variava, porém, a mais usada era a de 17. O fato curioso aqui, era que destes 17 tubos de bambu, 4 não tinham a abertura em baixo para entrada do ar, eram mudos, e colocados somente por uma questão de estética. Na parte superior do recipiente de ar, existiam as perfurações onde eram fixados os tubos de bambu<span> </span>e em cada tubo era colocado a lingueta ou palheta, para produzir o som. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este<span> </span>recipiente (espécie de cabaça) era abastecido constantemente pelo sopro do músico, que tapa com as pontas dos dedos os pequenos orifícios que existem na parte inferior de cada tubo. De acordo com a musica a ser executada ele vai soltando os dedos, podendo formar assim, os acordes. Em cada tubo de bambu há um caixilho próprio para ser colocada a lingueta, presa por uma extremidade e solta na outra , que vibra livremente quando o ar comprimido a agita.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Cheng foi o precursor do Harmônio e do Acordeão, pois foi o primeiro a ser idealizado e construído na famí­lia dos instrumentos de palheta.<span> </span>O nome diferenciava-se de acordo com a região<span> </span>que era usado, o Cheng<span> </span>recebia nomes como: Schonofouye , Hounofouye, Tcheng, Cheng, Khen, Tam Kim, Yu, Tchao, Ho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"><span> </span>De acordo com o padre jesuíta Amiot, o Cheng da China chegou em St. Petersburg, na Rússia, onde Kratzenstein (Christien<span> </span>Theophile), doutor em filosofia, em<span> </span>medicina e professor da Faculdade de Medicina na Universidade de Copenhague, nascido em Wernigerode em 1723 (Rússia), examinado o instrumento, verificou que o seu agente sonoro era uma lamina de metal que vibrava por meio do sopro produzindo sons graves e agudos. Ele sugeriu que Kirschnik aplicasse nos tubos dos órgãos de sua fabricação esta lamina livre de metal, o que foi feito em 1780. Da Rússia passou para a Europa, tendo a Alemanha tomado grande interesse sobretudo nos instrumentos de órgão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Foi daí­ que Christien Friederich Ludwig Buschmann, fabricante de instrumentos, teve a idéia de reunir várias laminas afinadas e fixadas numa placa formando uma escala cujos sons se faziam ouvir passando rapidamente através do sopro; isto aconteceu no ano de 1822. Mais tarde ele transformou esta pequena placa num instrumento musical em um brinquedo infantil, tocado com as duas mãos<span> </span>ao qual deu o nome de Handaolina ou Harmônica de mão. Para tanto aumentou o número de palhetas de metal e o tamanho do aparelho , anexando- lhe um pequeno fole e uma série de botões. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Este instrumento, depois, segundo a história, foi aperfeiçoado<span> </span>por Koechel e 7 anos mais tarde o austrí­aco Cirilo Demian, construiu em Viena um instrumento rudimentar de palheta livre, teclado e fole que permitiam a obtenção de acordes; Seu nome passou a se chamar “Acordeão” devendo-se ao fato de ter 4 botões<span> </span>na parte da mão esquerda, que ao serem tocados com os dedos afundados soava o acorde; Este nome ficou definitivamente ligado ao instrumento através de inúmeros aperfeiçoamentos que obteve ao decorrer da história.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O sistema de palheta livre já havia sido aperfeiçoado por Greniê em 1810, na França, rico em sonoridade, dando origem ao órgão, e o francês Pinsonat, empregou o mesmo sistema no Alamirê ou Diapasão Tubular<span> </span>que veio a chamar-se Tipófono ou Tipótono e<span> </span>do qual se originou a Gaita de Boca, cuja invenção se deve a Eschenbach, que é um conjunto de palhetas metálicas como linguetas, dispostas cada uma em seu caixilho e vibradas pelo ar soprado pela boca. </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Na França o acordeão foi aperfeiçoado em 1837 por C. Buffet e segundo todos os tratados sobre o assunto o Acordeão nada mais é do que o aperfeiçoamento de diversos instrumentos do mesmo gênero como o Oeline de Eschenbach, o Aerophone de Christian Dietz, a Physarmônica de Hackel, etc., tomando desde esta data sua forma definitiva e seus variados registos para mudança de intensidade e timbre do som.</span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Mais tarde, com a escala cromática, foi que o Acordeão pode produzir qualquer melodia ou harmonia e inúmeros fabricantes o aperfeiçoaram colocando registros, tanto na mão direita com na esquerda, para maior variedade de sons.<span> </span>Na Itália que se fabricam os melhores acordeões, tendo sido os primeiros construídos em 1863 em Castelfidardo, em Ancona, surgindo depois Paolo Soprani e Stradella-Dellapé. No entanto, na Alemanha, foi construído o primeiro Acordeão em 1822, em Berlim, e daquele paí­s vem a marca Hohner. Nos EUA há diversas fábricas, sendo a marca Excelsior a mais famosa. </span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Desde então, o Acordeão, o belo instrumento que vem sendo constantemente aperfeiçoado pelos fabricantes que, entusiasmados com sua grande aceitação, procuram melhorá-lo, não só na parte mecânica como também na sonoridade.<span> </span>Hoje, o Acordeão é um dos instrumentos mais utilizados de todos os povos, alcançando uma grande abrangência em diversos estilos musicais, inclusive no Brasil, onde é muito difundido.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">Jonatas Terceiro</span></strong><span style="font-family: Arial;"><span> </span>-<span> </span><em>Músico, arranjador e diretor da <strong>Editora Primórdios</strong></em>.</span></p>
</div><!-- fim mwordstext -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/origem-do-acordeon.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A história do Hino Nacional</title>
		<link>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/a-historia-do-hino-nacional.html</link>
		<comments>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/a-historia-do-hino-nacional.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 19:21:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Davi Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[hino nacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://localhost/wp/?p=169</guid>
		<description><![CDATA[Houve sérias controvérsias quanto à época da composição do Hino Nacional; por isso teve diversas denominações antes de chegar a se chamar “Hino Nacional” tais como: Hino 7 de  abril, Marcha Triunfal e por fim, Hino Nacional
Segundo pesquisas de Agostinho D. N. Almeida, podemos afirmar que de fato, o Hino Nacional foi composto em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p style="text-align: left;">Houve sérias controvérsias quanto à época da <strong>composição</strong> do <strong>Hino Nacional</strong>; por isso teve diversas denominações antes de chegar a se chamar “Hino Nacional” tais como: <em>Hino 7 de  abril</em>, <em>Marcha Triunfal</em> e por fim, <em>Hino Nacional</em><br />
Segundo pesquisas de Agostinho D. N. Almeida, podemos afirmar que de fato, o Hino Nacional foi composto em 1822, data da Independência e só foi reconhecido em 1890 como Hino Nacional.<br />
A letra foi escrita por <strong>Joaquim  Osório Duque Estrada</strong> e a música por <strong>Francisco  Manuel da Silva</strong>.</p>
<p style="text-align: left;">Proclamada a República, por determinação do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca, promoveu-se o Grande Concurso para o Hino Nacional.<br />
Figuras importantes tomaram parte: Leopoldo Miguez, Alberto Nepomuceno, Francisco Braga e outros, ao todo 36 candidatos, coube a vitória a Leopoldo Miguez.<br />
Entretanto, o povo inconformado com a escolha,  considerando-se a popularidade do Hino de <em>Joaquim  Osório</em> e <em>Francisco Manuel da Silva</em>, bradava em uníssono: “O Hino Nacional”, “O Hino Nacional!”. Foi então que Deodoro da Fonseca, emocionado, exclama: “Prefiro o velho!” E publica o Decreto 171, de 20/01/1890:
</p>
<p style="text-align: left;">– “Art. 1º – É conservada para todos os efeitos como Hino  Nacional a composição musical de Francisco Manuel da Silva”.</p>
<p style="text-align: left;">Por sua vez, a música de Leopoldo Miguez passou a ser  considerada como Hino da Proclamação da República.</p>
<p style="text-align: left;">Um resumo sobre a biografia dos dois compositores do hino  Nacional.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>JOAQUIM OSÓRIO DUQUE ESTRADA</strong> (1870 &#8211; 1927)</p>
<p style="text-align: left;">Nasceu na cidade de Vassouras, estado do Rio de Janeiro a 22  de abril de 1870.<br />
Poeta e prosador, historiador e jornalista de renome, bacharelou-se em Letras pelo Colégio D. Pedro II. Ingressou na Academia Brasileira de Letras, quando da vaga deixada por Sílvio Romero em 1915.
</p>
<p style="text-align: left;">Dentre suas obras notáveis, destacamos: <em>A arte de fazer versos, Gramática Portuguesa, Questões de Português,  Parnaso Infantil, Noções de História do Brasil</em>, e outras obras, além de conferência, crítica e teatro. Incansável mestre de gerações até o fim de sua vida! Quando faleceu, a 6 de fevereiro de 1927, lecionava na Escola Normal do Rio de Janeiro e exercia o cargo de examinador no Colégio D. Pedro II.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>FRANCISCO MANUEL DA SILVA</strong></p>
<p style="text-align: left;">Discípulo do Padre José Maurício e de Sigismundo Neukomm, dedicou-se ao violoncelo, violino, piano e harmonia, sendo integrante da Orquestra Real de Câmara como violoncelista e depois violinista.  Professor de piano, canto e violino, a ele se deve a fundação do Conservatório de Música, a primeira instituição do gênero aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: left;">Criou igualmente a Sociedade Beneficente Musical, sociedade  e protetora do patrimônio artístico.<br />
Publicou uma porção de obras: <em>3 Compêndios de Música, 1 Te-Deum, 3 Matinas, </em>o drama lírico<em> O Prestígio da Lei, Hino da Coroação, Hino  à Guerra, Hino às Artes, Hino Nacional Brasileiro </em>e outras obras.
</p>
<p style="text-align: left;">Organizou concertos e apresentações inúmeras. Graças a ele, muita boa música foi divulgada, e valores novos surgiram no cenário musical nacional. Patrono da cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Música.</p>
<p style="text-align: left;">Algumas curiosidades sobre o Hino Nacional:</p>
<p style="text-align: left;">Essas regras são na sua maioria integrantes de um artigo de  Lei nº 5.700 de 01/08/1971</p>
<p style="text-align: left;">– O Hino Nacional será sempre executado em andamento  metronômico de uma semínima igual a 120 (cento e vinte <em>BPM</em>’s);</p>
<p style="text-align: left;">– É obrigatório a tonalidade de <strong><em>Bb</em></strong> para a execução  instrumental simples; Mais tarde, viriam adaptações vocais que dariam a  tonalidade de <strong><em>F </em></strong>ao Hino Nacional;</p>
<p style="text-align: left;">– O canto será sempre em uníssono;</p>
<p style="text-align: left;">– Nos casos de simples execução instrumental, será tocado a melodia integralmente, porém, sem repetição; nos casos de execução vocal, serão sempre entoadas as duas partes do poema;</p>
<p style="text-align: left;">– Nas continências ao Presidente da República, para fins exclusivos do Cerimonial Militar, serão executados apenas a Introdução e os acordes finais, conforme a regulamentação específica.</p>
<p style="text-align: left;">JONATAS TERCEIRO – Músico, Arranjador e Diretor da Editora  Primórdios.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Bibliografia</strong>:<br />
<em>Enciclopédia <strong>Atenas</strong> de Educação Básica</em></p>
</div><!-- fim mwordstext -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/a-historia-do-hino-nacional.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tessitura dos instrumentos</title>
		<link>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/tessitura-dos-instrumentos.html</link>
		<comments>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/tessitura-dos-instrumentos.html#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jun 2007 18:46:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Davi Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[tessitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://outrosventos.com.br/blog/?p=18</guid>
		<description><![CDATA[ Definição: Na música, tessitura é a extensão de notas que um intrumento ou voz pode alcançar. Geralmente, pode ser definida pela nota mais baixa e a mais alta que o instrumento pode executar, ou também pelo número de oitavas. Fonte: Wikipedia
Existe muitas pessoas que apesar de tocar já algum tempo, não conhecem bem seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mwordstext"><p style="text-align: left;"><cite><a title="Tessitura Sonora" href="http://outrosventos.wordpress.com/files/2007/06/tessitura_sonora_.gif"></a> <strong>Definição:</strong> <em>Na música, <strong>tessitura</strong> é a extensão de notas que um intrumento ou voz pode alcançar. Geralmente, pode ser definida pela nota mais baixa e a mais alta que o instrumento pode executar, ou também pelo número de oitavas.</em> Fonte: <a title="Abrir Wikipedia em uma nova janela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tessitura" target="_blank">Wikipedia</a></cite></p>
<p style="text-align: left;">Existe muitas pessoas que apesar de tocar já algum tempo, não conhecem bem seus instrumentos. Sempre fui muito curioso à respeito disso. Acho que conheço meus instrumentos muito mais fisicamente, que musicalente, propriamente dito <img src='http://www.outrosventos.com.br/portal/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  . A tabela abaixo mostra a extensão de vários instrumentos, e suas respectivas freqüências em Hz. Começa-se a tabela pelos instrumentos de sopro (a parte superior), a categoria do meio são os instrumentos de corda, e por último a divisão de vozes (humanas).</p>
<p style="text-align: left;">Devo acrescentar que existe vários intrumentos com características particulares, que podem, diferir dessa tabela, como por exemplo algumas flautas que tem como primeira nota o B (246,94 Hz). Nos instrumentos de sopro, utilizando-se o estudo dos super-agudos, e de notas de pedal pode-se conseguir notas bem acima, ou abaixo.</p>
<p style="text-align: left;"><a title="Tessitura Sonora - Abre em nova janela" href="http://outrosventos.wordpress.com/files/2007/06/tessitura_sonora_.gif" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://outrosventos.wordpress.com/files/2007/06/tessitura_sonora_.thumbnail.gif" alt="Tessitura Sonora" /></a></p>
<p style="text-align: left;">P.S.: Desconheço a autoria dessa tabela</p>
</div><!-- fim mwordstext -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.outrosventos.com.br/portal/curiosidades/tessitura-dos-instrumentos.html/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
