“O aparelho ortodôntico (também chamado de aparelho dentário) serve para corrigir a posição dos dentes para fins estéticos e funcionais.” (Wikipedia)
Seu uso por músicos que tocam instrumentos de sopro, sempre é cercado por muita curiosidade, comentários, e muitos mitos. Percebi que muitas pessoas por falta de informação, acaba não usufruindo de tal benefício.
Vou relatar minha experiência própria, afim de ajudar as pessoas que porventura esteja em busca de melhores esclarecimentos. Quando troquei a dentição, fiquei com uma falha no canino esquerdo, que só apontou, coisa de aproximadamente 1,5 mm. Não sei o que levou à desistência de vir ao mundo, mas enfim, ele não quis mesmo.
Esse fato sempre me incomodou bastante, pois sempre tinha a sensação que faltava alguma coisa. No ano passado finalmente decidi pela colocação do aparelho, não sem antes pesquisar bastante à respeito. Na época, eu tocava trombone e flauta, o que já é uma combinação bastante exótica (com relação à manutenção da embocadura dos dois instrumentos).
Após pouco tempo de pesquisa, confirmei o que realmente suspeitava: iria ter problemas. Após a colocação (uso aparelho fixo), percebi que os problemas maiores seriam com o trombone. Não conseguia apoio, o som saia horrível. De repente vi anos de estudo e esforços jogados no lixo. Dramas à parte, percebi que daria sim para me adaptar (como soube, há uma massa para se colocar em cima do aparelho, afim de não ferir a boca), porém teria que me desprender bastante e optar por um dos dois instrumentos.
Quanto à flauta, foi mais tranquilo, porém tive grande prejuízo. Como só coloquei o aparelho na arcada superior, tocar flauta não era um grande problema. A sonoridade ficou bastante comprometida, mas nada que trinos intensivos não resolvessem. Porém como estava em uma fase que precisava ter um alto desempenho no conservatório, acabei abandonando. Resolvi desistir do trombone, pois não dava pra mais para conciliar os dois, principalmente poque não tenho muito tempo disponível.
Acabei ficando só com a flauta, e tempo depois resolvi adquirir um companheiro para ela: um saxofone. Com ele não houve problema algum, inclusive me desenvolvi muito rápido. O único problema são os dias que se sucedem à manutenção, quando meus dentes ficam meio moles. No restante do tempo até esqueço que uso aparelho. Me esforcei bastante com a flauta, e hoje já estou como era a um ano antes, ou seja, grande evolução.
A conclusão que pude chegar é que o aparelho sempre atrapalha um pouco, mas com persistência e força de vontade. O grau de dificuldade irá variar de acordo com o instrumento, porém os da família dos metais são os vilões, acredite! Não deixe de conversar com seu dentista à respeito, pois ele poderá esclarecer bastante coisa. Porém não se esqueça que a maioria deles nunca tocou um instrumento de sopro. Portanto muita coisa você só aprenderá conversando com outros músicos, e principamente com a própria experiência. Siga em frente em busca do seu ideal, e nunca desista diante das dificuldades.

Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aparelho_ortodontico
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u324266.shtml
http://www.aparelho-ortodontico-sp.com/
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