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Teoria Musical Tags | cadências, harmonia

Cadências harmônicas

Por Davi Oliveira - 30 de janeiro de 2009

Numa progressão harmônica, utiliza-se efeitos que são resultados de combinações funcionais de acordes com sentido conclusivo ou suspensivo. A esse resultado dá-se o nome de Cadência.
Existem Cadências de menor e maior conclusividade, ou seja, de efeitos de conclusão de força maior ou menor, sendo que essa força depende da sua definição tonal. É necessário ter no mínimo uma cadência de dois acordes para definir a tonalidade de uma progressão harmônica.
Veja este exemplo:

Am     |    G7    |    C    |

Analisando a formação dos três acordes você encontrará nada mais, nada menos que “todas” as notas da escala de Dó Maior. Os acordes têm funções diferentes, mas ao passar por esta análise, a tonalidade desta progressão harmônica será definida.

A seguir mostraremos 5 tipos diferentes de Cadência:

Cadência Perfeita é a de resolução mais forte estruturada pelas funções Dominante seguida pela Tônica, ou seja, os graus V e I. A Cadência Perfeita é essencialmente final. Geralmente, antes dessas duas funções aparece um acorde de Subdominante (IV ou II grau). Quando isso ocorre a Cadência Perfeita é chamada de “autêntica”
Ex.:                  V7       I                                  IV                   V7                   I

G7       C                                 F                     G7                   C

Cadência Imperfeita é quando um ou ambos os acordes da Cadência Perfeita (V e I) estão invertidos ou ainda no caso de VII  -  I ,  e o peso de resolução desta, é bem menor e mais discreto que no caso da Perfeita.
Ex.:      V7 I /1ª inv. V         V / 1ª inv.        I
G7         C/E                                       G           G/B                C

Cadência Plagal é também uma cadência conclusiva, porém de uma forma menos acentuada. Têm como integrantes os graus IV e I (Subdominante e Tônica) estando ou não, invertidos.
Ex.:      IV7M             I / 1ª inv.                     IIm      I                      IVm                I
F7M                C/E                             Dm      C                     Fm                   C

Meia Cadência se caracteriza quando a resolução é na Dominante.
Ex.:      IIm      V VIm7 V7 VIm7 II7 V
Dm      G                     Am7                G7                   Am7                D7                  G

Cadência Deceptiva é quando o V grau vem seguido por qualquer grau que não seja o I. Esta cadência não é conclusiva e pode ser Diatônica ou Modulante. Confira os exemplos:

– Cadência Deceptiva Diatônica
Ex.:      V7       IIIm                V         VIm7              V         IV7M
G7       Em                  G         Am7                G         F7M

– Cadência Deceptiva Modulante
Ex.:      IV        V7       bVI7         I (nova tonalidade)
F          G         Ab7         Db

Neste caso a Cadência Deceptiva Modulante foi seguida do quinto grau de uma nova tonalidade que a música passou a ter (Db)
Ex.:      IIm      V         I (nova tonalidade)
Dm     G         E

Neste outro caso a Cadência Deceptiva Modulante foi seguida direto do I grau da nova tonalidade.

Jonatas Terceiro –   Músico, Arranjador e Diretor da Editora Primórdios – SP

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Commentários

  1. flavia 19 de novembro de 2009 às 4:30 pm

    adoreeeeeeeeeiiiiiiii muito bem esplicado e exemplificado entendi tudim ditreitim

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Comentários

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